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Friday, January 20, 2023

O hobby e a vida - Os jogos não são apenas jogos

 


Salve meus queridos!

Voltamos mais uma vez, pedindo perdão pelo atraso no envio dessa missiva. Depois de uma semana complicada, envolvendo questões pessoais, me peguei pensando muito esses dias, sobre o porquê, de estar a alguns anos no hobby, essa paixão pelos jogos de tabuleiro.

Num mundo voltado cada vez mais para a tecnologia, e a individualização, onde as famílias atualmente “convivem”, cada um no seu celular, todos no mesmo ambiente, e sem nenhuma inteiração, o mundo dos board games resgatam a interação, conversa, divertimento, em grupo! E aprendi nesses anos, que esse mundo tem bem mais do que isso a nos oferecer, e gostaria de contar um pouco da minha experiência no hobby, ao invés de comentar sobre esse ou aquele jogo.

Na minha cidade, são poucas as pessoas que jogam e portanto, não tinha mesa. Sendo jogador solo, era assíduo jogador de Ameritrash e Dungeon Crawlers de campanha, passando horas de diversão solitária.

Muitas vezes, meu pai  parava perto da mesa, e apenas observava eu a  jogar, e não foi por falta de convites, mas ele não criava coragem de experimentar, sempre falava “parece ser complexo demais para mim”. E no auge dos seus 75 anos, não tinha coragem de encarar.

Nesse ínterim, o médico dele começou a suspeitar que meu pai estava desenvolvendo começo de Alzheimer, a doença tão temida para todos. Ele estava tendo falhas de memória e na cognição, e nos preocupamos demais.

Conversando com um grande amigo, ele me emprestou um Ticket to Ride e o Terraforming Mars e falou “com esses jogos, você irá conseguir trazer seu pai para o hobby.

Comecei com  o Ticket to Ride, jogo leve e gostoso, que mais lembra um carteado, e consegui atrair meu pai e minha esposa para o hobby, vitória!! Logo migramos para o Terraforming Mars, e começamos a aumentar a complexidade dos jogos! O resultado não poderia ser outro, em um retorno ao médico, ele espantado questionou meu pai, sobre o que ele estava fazendo, pois havia tido melhora na memória e cognição, e a suspeita do Alzheimer se tornou algo distante.

A coleção bufou, óbvio!! Bora investir na saúde do meu pai, mas mais do que isso, e sim esse é o maior tesouro que o hobby me deu. Estou cultivando lembranças, memórias e tendo um relacionamento com meu pai, como a muito tempo não tínhamos! Os board games me devolveram meu pai, me dá lembranças que irei levar pela vida inteira e espero que minha história, te inspire, te faça criar aquela coragem, convidar a família, os amigos, a criar memórias, criar laços, nos devolver o convívio, que a praticidade da vida moderna nos tomou.

 

Desejo uma ótima semana para todos, e até a próxima!

Friday, January 6, 2023

TERRAMARA

 Mais uma vez, venho através desse,  falar sobre mais um jogo, que foi relegado  em nossa terra verde amarela.  Desta vez, quero falar sobre Terramara, também trazido pela Mosaico jogos, mas que foi publicado lá fora pela Quined Games (uma editora responsável por alguns outros jogos de peso, como Trajan, Carnegie, Carson City e por ai vai).




                Terramara é o nome das aldeias fundadas por volta de 1500 a.C., de meados a final da Idade do Bronze, no norte da Itália. As pessoas viviam, viajavam e negociavam entre a cordilheira dos Alpes e o rio Pó. As principais ocupações do povo Terramara eram a caça, a agricultura e a metalurgia, fundindo ferramentas de bronze como cabeças de machado em moldes de pedra. As casas nas aldeias foram construídas sobre estacas, ou seja, cada casa é construída acima do solo, sustentada por estacas de madeira.

                Com esse background, o jogo tem como sua principal mecânica a alocação de trabalhadores, e vem com um curioso tabuleiro modular, que permite muita rejogabilidade e muitas horas de diversão com a família.

                Utilize toda sua habilidade para angariar recursos, manufaturá-los, desenvolver sua vila e ser o chefe da principal vila de Terramara.

                Esse jogo traz uma novidade para jogos do estilo EURO, onde cada jogador assume um personagem, com habilidades únicas, mas, esse personagem, começa o jogo, como uma criança que precisará se desenvolver e atingir seu potencial, para levar sua vila à superioridade. O fato mais interessante sobre esse desenvolvimento do personagem é que o jogador decide quando deixará de ser uma criança, e será um adulto, mas é preciso cuidado, pois  quando se é uma criança, se tem determinadas habilidades, mas quando essa criança cresce e se torna adulta, desenvolve um novo set de habilidades.

                Terramara é um jogo bastante estratégico, num tabuleiro lindo, onde se passam as 5 eras do jogo, considerado pelo BGG um euro médio/pesado, os criadores Acchittocca (de Alma Mater), Flaminia Brasini ( de Lorenzo Il Magnifico), Virgínio Gigli (de Grand Austria Hotel),  Stefano Luperto (de Leonardo da Vinci) e Antonio Tinto (de Egizia), nos brindam com um jogo extremamente acurado na historia da região de Terramara, com uma arte belíssima de Michael Menzel, esse jogo é um daqueles que não se pode faltar em sua coleção.

                Espero que gostem de mais uma dica do nosso blog Board Brazuca! 

O hobby e a vida - Os jogos não são apenas jogos

  Salve meus queridos! Voltamos mais uma vez, pedindo perdão pelo atraso no envio dessa missiva. Depois de uma semana complicada, envolven...